sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Mudanças Climáticas

Alterações no clima da Terra, causas e consequências



Introdução 
As mudanças climáticas são alterações que ocorrem no clima geral do planeta Terra. Estas alterações são verificadas através de registros científicos nos valores médios ou desvios da média, apurados durante o passar dos anos.
 Desertificação:  consequência das mudanças climáticas
Desertificação: consequência das mudanças climáticas
Fatores geradores
As mudanças climáticas são produzidas em diferentes escalas de tempo em um ou vários fatores meteorológicos como, por exemplo: temperaturas máximas e mínimas, índices pluviométricos (chuvas), temperaturas dos oceanos, nebulosidade, umidade relativa do ar, etc.


As mudanças climáticas são provocadas por fenômenos naturais ou por ações dos seres humanos. Neste último caso, as mudanças climáticas têm sido provocadas a partir da Revolução Industrial (século XVIII), momento em que aumentou significativamente a poluição do ar.


Consequências 
Atualmente as mudanças climáticas têm sido alvo de diversas discussões e pesquisas científicas. Os climatologistas verificaram que, nas últimas décadas, ocorreu um significativo aumento da temperatura mundial, fenômeno conhecido como aquecimento global. Este fenômeno, gerado pelo aumento da poluição do ar, tem provocado o derretimento de gelo das calotas polares e o aumento no nível de água dos oceanos. O processo de desertificação também tem aumentado nas últimas décadas em função das mudanças climáticas.

Temas Relacionados

Bibliografia Indicada

- Mudanças Climáticas e impactos ambientais
  Autor: Galvincio, Josicleda D.
  Editora: UFPE
  Temas: Ecologia e Meio Ambiente

- Sustentabilidade e Mudanças Climáticas
  Autor: Fujihara, Marco A.
  Editora: Senac São Paulo
Oceania: Casas são destruídas por passagem de ciclone pelo norte da Austrália

Casa destruída por passagem do ciclone na cidade de Yeppoon, na Austrália. 20/02/2015 Foto: Jason Reed / Reuters
Casa destruída por passagem do ciclone na cidade de Yeppoon, na Austrália. 20/02/2015
Foto: Jason Reed / Reuters
Um poderoso ciclone atingiu o nordeste da Austrália nesta sexta-feira, destruindo casas, derrubando árvores, interrompendo o fornecimento de eletricidade e provocando enchentes, enquanto uma segunda tempestade danificou as comunicações com uma ilha no norte, onde também são esperados danos severos.
Dezenas de milhares de pessoas recorreram aos abrigos que puderam antes da chegada quase repentina do ciclone Marcia ao Estado de Queensland, que ganhou força poucas horas antes de chegar ao continente como uma tempestade de categoria 5 --a mais alta na escala.
Os serviços de emergência sofreram para retirar os moradores de milhares de casa no caminho do Marcia, até abandonarem o local e alertar a qualquer pessoa que não tivesse saído a se proteger para evitar os ventos de até 285 km/h.
As linhas ferroviárias para os portos, que fazem parte da economia de 218 bilhões de dólares de Queensland baseada nas commodities, foram interrompidas.
Não houve relatos de mortos ou feridos, e os meteorologistas disseram que os piores ventos diminuíram de intensidade à noite e reduziram a categoria do ciclone para 2. Mas autoridades alertaram que chuvas pesadas e enchentes devem continuar por vários dias.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O que é uma frente fria?

É a fronteira que separa duas massas de ar - uma quente, que perde espaço, e outra fria, que avança. Trata-se de um mecanismo natural da atmosfera para compensar diferenças de temperatura no planeta. Quem nunca amaldiçoou uma frente fria por ter arruinado o fim de semana que atire a primeira pedra! "As mais severas podem gerar quedas de até 10ºC em apenas uma hora", afirma o meteorologista Ricardo de Camargo, da Universidade de São Paulo (USP). Avançando com velocidades de até 30 km/h, o ar frio e seco, mais denso, empurra a massa quente e leve para cima. Se houver umidade suficiente, a passagem da frente causa chuvas intensas, com direito a granizo, raios e trovões. No Brasil, as regiões mais atingidas pelo fenômeno são o Sudeste e o Sul, onde também podem ocorrer geadas. "A maioria das frentes frias se origina nas latitudes médias, no extremo sul do continente", diz Marcelo Seluchi, meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Com seu avanço, as frentes perdem energia e velocidade e o contato com o solo quente reduz o frio das massas de ar. "Por isso, é raro uma frente fria chegar até o Nordeste", afirma Marcelo. Não se pode evitá-las, mas já dá para se preparar melhor contra essas baforadas geladas da atmosfera. Hoje, a meteorologia consegue prever com cinco dias de antecedência a chegada de uma frente fria no país. FONTE: 
MUNDO ESTRANHO

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Frente fria chega a MS e pode causar chuva forte durante o Carnaval

Edivaldo Bitencourt
Tempo nublado e com chuva durante o carnaval em parte de MS (Foto: Alcides Neto)Tempo nublado e com chuva durante o carnaval em parte de MS (Foto: Alcides Neto)
Uma frente fria deve chegar ao Estado e causar chuva forte durante o feriadão de Carnaval, segundo previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). No entanto, o calor deve predominar até domingo, quando as temperaturas entrarão em ligeiro declínio.


De acordo com o instituto, pancadas de chuvas e trovoadas deverão ocorrer em várias regiões do Estado de amanhã até domingo. Chuvas e trovoadas devem ocorrer, principalmente, nas regiões sul e sudeste do Estado amanhã, com os termômetros marcando entre 21ºC e 38ºC.
Na sexta-feira, primeiro dia da folia no interior do Estado, a chuva será forte na região sul de Mato Grosso do Sul. Neste dia, o calor predomina e as temperaturas serão entre 20ºC e 37ºC.
No sábado, a previsão é de chuva forte nas regiões centro, sul e sudoeste do Estado. Na Capital, as temperaturas vão oscilar entre 22ºC e 33ºC, mas poderá chegar a 37ºC no interior.
No domingo, a frente fria vinda da Argentina ganha força e aumenta as áreas de instabilidade. As temperaturas terão ligeiro declínio e vão ficar entre 19ºC e 31ºC. Em Campo Grande, a máxima não deverá superar 26ºC.
O Climatempo confirma a previsão de calor forte e pancadas de chuvas no Estado de amanhã até terça-feira de Carnaval. Na Capital, o domingo será chuvoso e as temperaturas devem ser amenas, oscilando entre 19ºC e 26ºC.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Tempestade de granizo amassa avião e provoca pouso forçado no Rio

 Passageiros de um voo da Tam que seguiam do Rio para Natal, no Rio Grande do Norte, passaram por um grande susto neste domingo (8). Logo depois de decolar do Aeroporto Tom Jobim, o avião teve que voltar e fazer um pouso de urgência. As informações são do Bom Dia Rio.

O avião decolou pouco depois das 17h. O voo 3307 seguia para Natal com escala em Fortaleza. Poucos minutos depois, segundo a empresa, a aeronave passou por uma área de turbulência e uma tempestade de granizo forçou o piloto a voltar. Ele precisou fazer um pouso de emergência.

Fotos publicadas na internet mostram que o bico da aeronave ficou bastante amassado. Apesar do susto, segundo a concessionária que administra o aeroporto, todos os passageiros desembarcaram em segurança e seguiram viagem em outros voos.

Segundo a Tam, depois do pouso, às 18h01, a aeronave passou por manutenção corretiva e houve a troca de avião para realizar a rota Galeão - Fortaleza, que partiu às 21h04.

Os passageiros com destino a Natal foram reacomodados no voo JJ3438 (Galeão - Natal), que decolou às 21h01. A empresa acrescentou que os passageiros receberam a assistência necessária.
G1

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Coluna mostra a tecnologia utilizada para fazer a previsão do tempo

Cientistas fatiaram a atmosfera em trilhões de pontos de medição.
Computador faz 250 trilhões de cálculos por segundo.

Alan Severiano Nova York, EUA

 
 
Há uma artilharia de satélites, radares, telescópios e supercomputadores por trás da previsão do tempo. A alta tecnologia vai muito além de saber se choverá ou fará sol.
O primeiro passo é recolher as informações de temperatura, umidade, velocidade dos ventos e pressão atmosférica. "Para o estado do tempo de algumas horas, a informação da redondeza é muito util. Mas se você quer previsão do tempo pra um futuro mais distante, como amanhã até o final de semana, você precisa de informações de toda a Terra", diz diz José Antonio Aravéquia, chefe da Divisão de Operações do CPTEC/INPE.
Os cientistas fatiaram a atmosfera em trilhões de pontos de medição. As informações são captadas também por estações metereológicas ao redor do globo, radares, boias oceânicas e balões meteorológicos. Até os aviões ajudam. Equipamentos instalados do bico das aeronaves fazem milhares de medições e as enviam em tempo real para centros de previsão.
O INPE recebe 160 milhões de informações a cada segundo. A cada segundo precisa fazer 258 trilhões de contas. Não basta um bom computador. É preciso um supercomputador. O supercomputador pode ser impressionante, mas não é uma máquina de fazer previsão do tempo. É uma ferramenta na mão dos meteorologistas. Mas precisa ser uma ferramenta poderosa porque existem milhões de cálculos para entender o que existe por traz de uma tempestade e antecipar quando e onde ela vai se formar.
Em 1994, quando o INPE começou esse trabalho, as previsões eram feitas para áreas que mediam 200km x 200km. Hoje, a resolução é de 5km x 5km. "Para você ter uma resolução melhor, uma qualidade maior e fazer uma previsão de confiabilidade, você precisa de equipamentos que consigam fazer esses cálculos em tempo adequado", Wander Mendes, técnico do INPE.

Essa tecnologia toda é usada para prever o que acontece na atmosfera, a camada que vai do chão até 15 quilômetros de altura. Mas o que acontece nos 150 milhões de quilômetros até o sol? Esse espaço tem muito mais do que vácuo. A cada explosão no sol, nós somos bombardeados por radiação, ventos solares carregados de partículas que mexem no campo magnético da Terra. Nada disso prejudica o nosso corpo, mas afeta a nossa vida tecnológica.
Uma explosão lança no espaço labaredas de 50 milhões de quilômetros de extensão. "Quando o ambiente espacial em volta da Terra fica totalmente perturbado. Ocorrem erros no GPS muito maiores do que aqueles que nós temos. Ocorrem erros em sistemas tecnológicos causados por erros de comunição com satélites que estão orbitando a terra", diz Clezio de Nardin, gerente do Programa de Clima Espacial do INPE.
Uma artilharia formada por satélites, radares e telescópios consegue medir a quantidade de partículas solares que viajam em direção à Terra. O INPE prevê onde, quando e com que intensidade vamos ser atingidos. Quem usa GPS no carro já pode ter sentido os efeitos.
Quando a densidade das partículas aumenta, há atraso da viagem das ondas entre o GPS e o satélite. Ele pode sair do ar ou errar a localização por mais de cem metros e deixar o motorista perdido. As plataformas que retiram petróleo de águas profundas também são orientadas por satélite. Elas não são ancoradas. A posição é mantida por rebocadores guiados por GPS. A posição tem que ser precisa para não romper os tubos que trazem o óleo para a superfície.
Os alertas de tempestade solar são fundamentais também para os pilotos de aviões que cruzam a região em torno dos polos Norte e Sul durante o bombardeio de partículas solares. "O piloto não consegue se comunicar com a torre. Não significa que ele está perdido, não significa que vai ocorrer uma tragédia. Nada. Basicamente, ele simplesmente fica sem comunicação. Se ele seguir na sua trajetória, ele vai voltar a se comunicar assim que ele sair da região de aurora", diz Nardin.

A boa notícia é que a poeira solar reflete a luz de um jeito próprio e forma a aurora boeral.

 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Noni: a planta que cura 27 enfermidades

A planta chegou à Universidade Federal do Piauí há quatro anos e vem sendo alvo de diversos estudos

27/01/2009 11:28
 
Vez por outra, uma planta aparece no cenário nacional com a promessa de curar vários tipos de doenças. Em alguns casos, a fama é comprovada, em outros, os efeitos colaterais acabam por desmistificar o uso exagerado. Há algum tempo, os piauienses conheceram uma planta comum do Taiti, chamada popularmente de Noni. Muitos pesquisadores estão estudando os efeitos de seu fruto e já comprovaram, com 75% de eficiência, os efeitos positivos para a cura de 27 enfermidades. 

A planta chegou à Universidade Federal do Piauí há quatro anos e vem sendo alvo de diversos estudos. O fruto noni, que lembra uma graviola ou fruta do conde, é transformado em suco e misturado com suco de uva ou goiaba, em proporções já estabelecidas. O suco combate, entre outras doenças, artrite, artrose, reumatismo, diabetes tipo 1 e 2, dores de cabeça, impotência sexual, perda de peso e hipertensão. A planta pode chegar a três metros de altura e produz durante o ano inteiro. 

O professor do curso de Agronomia e coordenador do Núcleo de Plantas Aromáticas e Medicinais da UFPI, Francisco Rodrigues Leal, diz que o noni já tem seu espaço garantido na Fitoterapia. “É uma fruta com um sabor e um cheiro diferentes que, aos poucos, a gente se acostuma. No seu país de origem, a fruta é largamente consumida in natura, como nós comemos a goiaba aqui”, comentou o professor. 

De acordo com informações de Francisco Leal, o noni funciona porque tem como princípio elevar a imunidade da pessoa e recuperar as células danificadas. “Além, é claro de toda a riqueza de vitaminas e aminoácidos contidos na fruta”, disse. O concentrado deve ser feito na seguinte proporção: 89% da polpa da fruta e 11% de suco de uva ou goiaba. “Se o paciente fizer em um copo de 100ml deve usar 60% de polpa e 40% de suco de uva ou goiaba”, disse. 

A empresária Margarida dos Santos, de 55 anos, já pagou caro pela garrafa de suco comercializada no Brasil. “Comprei a garrafa em São Paulo. Eu sofria de refluxo gastro-esofágico e depois de 15 dias tomando o suco o problema começou a diminuir — já o remédio não tinha adiantado. O bem-estar aumentou, a pele melhorou bastante e meu cabelo parou de cair como vinha acontecendo de forma dramática. Já tomo o suco há três meses, de manhã em jejum”, informou. 

Francisco Leal alertou, porém, que cada caso é um caso. O paciente deve procurar orientação de um fitoterapeuta, para não correr o risco de usar medidas diferentes ou simplesmente não saber o tempo correto do tratamento. O setor de agronomia da UFPI conta hoje com pouco mais de cem plantas de noni e distribui mudas, em pequena quantidade, para a população.

Produto ainda não tem registro na Anvisa

A popularidade do Noni em alguns países está intimamente ligada ao seu poder terapêutico. Em 2003, a fruta virou febre nos Estados Unidos, que por lá, é misturada com blueberry ou cranberry. Em tempo: o cranberry, uma frutinha vermelha do Hemisfério Norte, é parente da groselha e, acredita-se, do cupuaçu. De acordo com estatísticas de 2003, uma garrafa do suco era vendida a cada dois segundos (ou menos) pelo mundo afora — sem falar das cápsulas e dos chás. Muitas pessoas também revendem o suco na Internet. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa - informou, em maio de 2007, que o noni não possui histórico de consumo no Brasil e, portanto, a comercialização de qualquer alimento contendo esse ingrediente só será permitida após a comprovação de sua segurança de uso e registro na Anvisa. Ressaltou ainda que, de acordo com o artigo 56 do Decreto-Lei nº. 986/69 os produtos com finalidade terapêutica ou medicamentosa não são considerados alimentos. 

A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás e de vários outros estados brasileiros proibiram a comercialização do suco vendido no Brasil, exatamente por causa da não comprovação da segurança da Anvisa. Controvérsias à parte, quem faz uso do suco do noni diz que seus efeitos são únicos e não se arrependem de tomar, diariamente. 

Fonte: Katiúscia Alves / Jornal O Dia
Edição: Portal O Dia
Repórter: Portal O Dia