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quinta-feira, 5 de abril de 2012
Rio Grande do Sul registra
rajadas de vento de até 108
km/h 05 de abril de 2012 • 10h38 • atualizado às 12h20
Em Porto Alegre, a chuva chegou pela manhã acompanhada de ventos. Segundo o Inmet, às 9h foram registradas rajadas de 47 km/h na capital gaúcha
Foto: Tárlis Schneider/Agência Freelancer/Especial para Terra
Uma forte ventania atingiu o Rio Grande do Sul na manhã desta quinta-feira, segundo a Climatempo. Em Uruguaiana, na fronteira oeste, as rajadas chegaram a 108 km/h, de acordo com dados meteorológicos do aeroporto do município.
Em Santiago, na região sudoeste, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou uma rajada de 85 km/h por volta das 8h. O vento foi provocado pela passagem de nuvens muito carregadas de uma frente fria. Entre 7h e 8h, choveu aproximadamente 8 mm no município.
Rajadas de vento menos intensas ocorreram também em outras localidades gaúchas. O Inmet registrou 57 km/h às 9h em São José dos Ausentes, nos Campos de Cima da Serra. No mesmo horário, Porto Alegre tinha rajadas de 47 km/h e Soledade, no norte, de 50 km/h.
Conforme a Climatempo, toda a região Sul está sujeita a ventos intensos durante o dia. As rajadas podem superar os 80 km/h também em áreas de Santa Catarina e do Paraná, mesmo sem chuva. Há risco de destelhamentos e de quedas de árvores.
A frente fria também traz chuva moderada a forte para toda a região, com possibilidade de raios. No Rio Grande do Sul, chove principalmente pela manhã e no começo da tarde. Em Santa Catarina e no Paraná, a precipitação ocorre principalmente à tarde e à noite.
As chuvas devem atingir a maior parte do país neste sábado. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), as temperaturas devem subir e há previsão de precipitações à tarde. Confira como ficará o tempo em todo o país.
Sudeste
O céu ficará parcialmente nublado, com pancadas de chuvas à tarde, no Rio de Janeiro, Espírito Santo e oeste e sudeste de Minas Gerais, além do norte e leste de São Paulo. Também pode chover em outras áreas do território mineiro.
Sul
As temperaturas sobem um pouco e a previsão é de um céu parcialmente nublado neste sábado nos três Estados da Região.
Centro-Oeste
O sábado será de céu nublado, com pancadas de chuva e trovoadas no norte, noroeste e centro do Mato Grosso. Também deve chover no sul de Goiás, norte e nordeste do Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas, o sol aparece.
Nordeste
O céu ficará parcialmente nublado na região entre o Piauí e Pernambuco. Nas demais áreas, a previsão é de céu nublado e chuvas.
Norte
O dia terá céu encoberto, com pancadas de chuva, no Amazonas, Pará, Amapá e Rondônia. Nos demais Estados, o céu ficará parcialmente nublado, mas também pode chover
quarta-feira, 28 de março de 2012
INMET CELEBRA DIA METEOROLÓGICO MUNDIAL
COM PALESTRAS E MOSTRA FOTOGRÁFICA
“O tempo, o clima e a água: motores de nosso futuro” é tema das
comemorações
Uma forte tempestade solar, que parecia se dissipar, atingiu a Terra em cheio na noite de quinta-feira, tornando-se o evento geomagnético mais importante desde 2004, disseram nesta sexta-feira especialistas americanos, que esperam mais atividade para este fim de semana.
A descarga de radiação solar causou poucos transtornos na rede elétrica, mas obrigou as companhias aéreas a desviar rotas em torno dos pólos e gerou imagens impressionantes de aurora boreal em algumas partes do mundo.
A tempestade solar em foto telescópica
O fenômeno começou na noite de terça-feira com uma série de explosões no Sol, que lançaram partículas carregadas em grande velocidade para a Terra, mas a tempestade parecia se dissipar na quinta-feira, sem provocar os cortes de energia ou os problemas com os sistemas de navegação por satélite GPS, como se esperava.
As condições mudaram à noite, quando aumentou a intensidade da tormenta, que se elevou à categoria "forte" (G3) em uma escada de um a cinco, disse Bob Rutledge, chefe do departamento de previsões do clima espacial na Adminstração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).
"Acabamos recebendo alguma coisa do forte impacto que esperávamos", disse, explicando que a mudança se deveu a uma alteração no campo magnético dentro da ejeção de massa coronal que explodiu fora do sol.
"Quando se olha a tempestade de forma global, em termos de tamanho e de potência, poderia se dizer que é a tormenta mais forte desde novembro de 2004", disse.
Nos estados do norte dos Estados Unidos, como Wisconsin, Michigan e Washington, houve registros de um espetáculo de luz noturna, causado pela aurora boreal, quando partículas altamente carregadas interagem com o campo magnético da Tierra, criando um brilho colorido.
E embora os operadores elétricos já tenham "visto estas alterações em seus sistemas, tudo deveria estar dentro do que são capazes de manejar", acrescentou Rutledge.
Embora se espere uma redução paulatina da tempestade a partir desta sexta-deira, Rutledge advertiu sobre a possibilidade de mais alterações até domingo devido a uma erupção durante a noite na mesma região solar conhecida como 1429, que tem estado em atividade desde o começo da semana.
A labareda solar atingiu nível dois em uma escala de cinco e não foi tão grande quanto a erupção de terça-feira, mas se combinou a uma ejeção de massa coronal que, segundo Rutledge, se dirigirá para a Terra na madrugada de domingo.
"Vai afetar a Terra. Dirige-se diretamente para nós", disse.
"Achamos que isto poderia provocar uma intensidade de tempestade que pode alcançar novamente o nível G3. Não achamos que tenha a mesma intensidade sustentada que teve a tempestade que acaba de terminar", acrescentou.
As tempestades geomagnéticas e de radiação são cada vez mais frequentes à medida que o Sol evolui de seu período de mínima a máxima atividade nos próximos anos, mas as pessoas geralmente são protegidas pelo campo magnético da Terra.
No entanto, alguns especialistas estão preocupados porque, como a dependência da tecnologia de satélites GPS é maior do que durante o último máximo de atividade solar, poderia haver maiores transtornos na vida moderna.
Tempestade deixou um rastro de espetaculares auroras boreais, mas seu efeito pode se agravar nas próximas horasin
NASA/ Wikimedia Commons
Os especialistas indicaram que a atual temporada de tempestades é a mais intensa registrada desde setembro de 2005 e que estas provocam efeitos especiais únicos como as auroras boreais, além de interferir nas comunicações
Washington - A forte tempestade solar esperada para atingir a Terra nesta quinta-feira chegou mais fraca do que se estimava e deixou um rastro de espetaculares auroras boreais, mas seu efeito pode se agravar nas próximas horas e causar interferências nascomunicações.
A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos indicou que uma grande explosão de material procedente de uma ejeção de massa da coroa do Sol chegou à Terra por volta das 8h (de Brasília), o que causou uma tempestade geomagnética que pode alcançar seu nível mais alto nas próximas 24 horas.
Isto significa que o fenômeno pode afetar as comunicações por rádio de alta frequência - como as usadas pelos aviões -, os sistemas GPS e algumas interrupções no fornecimento de energia, embora neste caso de menor importância, dependendo dos limites de corrente elétrica.
'Após tudo o que dissemos, não foi um evento tão terrivelmente forte', assinalou o físico Joe Kunches, do NOAA, em entrevista coletiva.
Os prognósticos da Nasa - agência espacial americana - previam uma forte tempestade geomagnética, mas o Observatório de Dinâmicas Solares (SDO, na sigla em inglês) indicou que o impacto foi mais fraco que o esperado e provocou uma tempestade menor, com intensidade 1 (numa escala que vai até 5).
No entanto, os cientistas indicam que a tempestade pode se intensificar nas próximas horas, dependendo das condições eletromagnéticas da mancha solar na qual se originaram as dois grandes labaredas solares que causaram a tempestade.
Tempestade solar atinge o planeta
Radiação pode atrapalhar tráfego aéreo e aparelhos de GPS
Estados Unidos - A Terra foi atingida ontem por uma das mais fortes tempestades solares dos últimos cinco anos. O fenômeno não ofereceu qualquer risco à saúde de seres humanos e animais, mas as suas interferências no campo magnético do planeta ainda podem trazer, até hoje, transtornos no tráfego aéreo e no funcionamento dos satélites orbitais em alguns países. Com isso, os desempenhos de equipamentos que contam com sistemas de posicionamento global (GPS) podem ser afetados.
A grande nuvem carregada de partículas solares atravessou o Sistema Solar em um dia e meio, depois que duas grandes labaredas foram observadas no Astro Rei. A radiação partiu em grande velocidade para a Terra, mas sua intensidade, segundo os cientistas, não foi alta.
O Sol passa por ciclos regulares de atividade e a cada 11 anos, aproximadamente, acontece pico máximo de atividade magnética. Perto e durante esse pico, que será atingido até o ano que vem, costumam acontecer tempestades que às vezes deformam e inclusive atravessam o campo magnético da Terra.
A Agência Espacial Americana (Nasa) advertiu que apesar de não temer por suas naves, como consequência do aumento dos níveis de radiação recebidos podem ser registrados problemas também na rede de provisão elétrica nas rádios de alta frequência. O máximo que é esperado, porém, são breves apagões nesses sistemas.